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“BALZAC E EUGÊNIA GRANDET”

ARTS QA, POR CARLOS RUSSO

“BALZAC E EUGÊNIA GRANDET”

(Parte 01/02)

Honoré de Balzac, nascido Bassiac, posteriormente, Balzac e que somente com o sucesso anexou a preposição “nobre” ao sobrenome, nasceu durante a Revolução Francesa e viveu apenas 51 anos. Toda sua enorme produção artística, entretanto, ele somente a principiou após os 29 anos de idade. Acontece que Balzac era um monomaníaco; seu método de trabalho incluía 15 a 18 horas diárias. “O café é a bebida que desliza para o estômago e põe tudo em movimento.”

Considerado um dos fundadores do realismo, Balzac é, na verdade, o autor clássico por excelência, um dos que solidificaram a forma do romance popular do século XIX.

Ele demonstrou a maneira de se fazer romances realistas envolventes, onde o romantismo se dissolve quando a vida se impõe. Suas centenas e até mesmo milhar de personagens nos diferentes contextos sociais, são caracterizados com amor e ironia, suas considerações sociológicas desnudam o momento histórico de ascensão da social da burguesia, o naufrágio de seus pendores morais dos tempos revolucionários, desde o naufrágio dos Luíses até Napoleão III.

O imenso painel dos seres humanos que se entrelaçam nas histórias, a inserção social nas mais diferentes classes sociais, oferecem uma visão tão completa da sociedade francesa que Karl Marx costumava declarar que “A Comédia Humana”, como Balzac enfeixou sua produção mais importante (quase 90 romances e contos) tinha sido mais importante para a compreensão da sociedade francesa que os muitos tratados de economia, história e filosofia que já havia lido.

(Continua na próxima sexta-feira)





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