Dante e o eterno feminino (Sexto bloco)

ARTS QA, POR CARLOS RUSSO

Dante e o eterno feminino.

Bloco 6/8

E quando Paolo lhe beijou a boca toda tremente não era de medo que tremia, mas de paixão, paixão autêntica e verdadeira, desejo de posse e de volúpia.

Agora, unida a ele, o sentimento os purifica e dentro de uma aura de doçura e de ternura que sopra levemente de todos os lados, cria-se uma rara delicadeza de sentimentos e tal suavidade só nos alcança a languidez da mulher apaixonada.

“Ma se a conoscer la prima radice

Del nostro amor tu hai cotanto affeto”.

Através do afeto Francesca exprime o seu desejo e morrer para ela é somente perder-se a “bella pessoa” que tanto agradava ao homem amado!

Se o Amor para Paolo foi uma necessidade do coração apaixonado, para ela foi uma necessidade de mulher amada:

“Amor ch’a com gentille rato s’apprende...

Amor ch’a nullo amato amar perdona...

Amor condusse noi ad uma morte”.

(Continua na próxima semana)


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